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03 abril 2015

 Estou melhor agora. Gostava que muitas coisas das quais eu não sinto absolutamente nada hoje, tivessem um destino diferente. Não que eu não tivesse lutado para que fizessem parte da minha vida, mas por alguma razão não fazem mais. Nem me lembro das vezes que bati no fundo por pensar que queria continuar a lutar, mas ao mesmo tempo, das vezes que pensei em desistir ali mesmo. Todo o esforço que fiz foram desesperos meus transformados em oportunidades estúpidas. 
 Chega a um ponto que não dá mais, quebram-se as barreiras, a paciência, esquece-se o orgulho, as pessoas, os momentos... 
 Acredito que um tudo aquilo que me ofereceram vai chegar a vocês com o triplo da amargura. Perdi-te e questiono-me: será que me importo?

21 fevereiro 2015

 Se há assunto que eu não consigo pensar sem me perturbar é a morte. Felizmente, ainda só tive de lidar com ela uma vez, mas era pequena, inconsciente. Questiono-me se na altura que perdi a minha avó, tinha noção que aquela seria a última vez que teria a oportunidade de a olhar... Acho que hoje posso responde que não.
 Passados quase seis anos, mais uma pessoa partiu. Desta vez não foi de família, e não me interpretem mal, mas custou tanto... 
 Eles são como irmãos para mim, desde o meu primeiro ano da escola primária, até ao décimo segundo, gémeos. Sempre conheci o lado mais alegre e genuíno deles, e do nada, perderam um pilar das suas vidas. Fiquei destroçada quando os vi reagirem a tudo. Ao longe chorei, solucei e tive de me afastar para conseguir respirar. Pensei para mim alguns segundos e ordenei que mantivesse a postura, por eles. Mas as lágrimas desciam pelo meu rosto sem fim, inundando-me de tal forma a alma que tive dificuldade em ficar. 
 Doze anos de amizade. Espero que saibam que se eu pudesse, faria qualquer coisa para atenuar a dor que sentem.
 Por vocês. Aqui. Sempre. 

"Nunca sabemos a força que temos, até que a nossa única alternativa é ser forte."


10 janeiro 2015

 Ontem lembrei-me de ti. Não que se tenha devido a alguma coisa boa, porque não foi. Na verdade, não há qualquer coisa feliz que me lembre sem que prevaleça na minha mente tudo o que se passou depois disso. 
 Todas as pessoas entram com um propósito na nossa vida, e nem sempre significa que permaneçam, às vezes servem "apenas" para nos passar uma mensagem, uma lição, ensinar a ver as coisas tal e qual como elas na realidade são. Por isto, obrigada. 
 Começou um novo ano e, felizmente já estava bem psicologicamente no que toca a ti, ao teu nome, às tuas atitudes e à tua presença. Sinto que já não sei nada sobre ti. Será isso possível? 
 Algumas pessoas, simplesmente não foram feitas para ficarem na nossa vida.

20 dezembro 2014

Em 2014, comecei o ano longe dele; repeti o último ano do secundário; fiz novas amizades com pessoas da minha escola; aguentei o sofrimento de ter de ver os meus amigos trajados; ouvi todas as conversas sobre a faculdade sem lá estar; chorei; perdi o contacto com muitos dos meus amigos de infância; não dormi de tão nervosa devido aos exames finais; consegui nota suficiente no exame; passei as férias de verão mais longas; encontrei-me com alguns amigos mais antigos; namorei muito; passei uma semana fora com a família; fui feliz; entrei na faculdade; assisti aos jogos de futsal do meu namorado; fiz amizades que quero levar para a vida; dormi vários dias fora de casa; perdi um amigo; habituei-me a uma nova rotina; tive uma reação alérgica; amei e fui amada; fiz um teatro de curso para a escola inteira; senti saudades; parti uma costela; passei algum tempo no hospital; discuti com a minha mãe; esqueci-me de alguns aniversários; ignorei pela primeira vez quem sempre me ignorou; beijei intensamente; quase adormeci numa aula; tive a minha primeira latada; chorei de tanto rir; perdi noção do tempo com ele; estabeleci novas prioridades; senti-me esgotada física e psicologicamente; recebi o diploma de valor; nunca me perdi; apaixonei-me todos os dias pela mesma pessoa; continuei a ser eu mesma mesmo depois de tudo. 

03 novembro 2014

 De repente o mundo pára. Fecho a porta e deixo-me cair sobre a parede branca do quarto, morta de cansaço. Sei que não precisarei de muito tempo, a estante à minha frente não fica mais nítida aos meus olhos. As lágrimas caem. inundando-me o rosto. 
 Sinto saudades de casa, de outros tempos, de pessoas que não estão mais. Faço filmes, imagino o que quero e não quero. É fácil, demasiado fácil perder-me, não sei porquê. Pelo menos que tu estivesses ao pé de mim agora...

19 setembro 2014

  Confesso que muitas vezes me questiono pela maneira que vejo os outros a encararem certas situações. Sei que o ser humano tem uma capacidade de reacção imensamente variada, ou seja, o que está certo para mim, poderá não estar mais para o outro, mas fogo, há coisas básicas, tão universais que custa acreditar que sejam diferentes para alguém. 
  Recentemente, por motivos que nunca imaginei, coloquei-me na posição de uma amiga. E a verdade é que não foi assim tão difícil. O que ela sentia, já eu tinha sentido antes, em condições distantes da dela, com outros sentimentos. As suas palavras soavam-me, precisamente, como eu imaginei que soariam. E eu pensei, como teria ele a ousadia de não perceber que estava errado, se estava a perder as pessoas de quem mais gostava, quase sempre pelo mesmo motivo?. É aquela universalidade, que a meu ver não teria outra interpretação, mas talvez tivesse... Com o tempo deixava de fazer sentido. Indicar o caminho certo não significa nada se só vemos o que queremos ver.

13 setembro 2014

  Quando achamos que já nada pode piorar, a vida faz questão de nos lembrar que nem tudo tem de ir ao encontro do que imaginamos. Aliás, é rara a vez que não nos desiludimos, pois colocamos uma expectativa tão alta nas pessoas, nas coisas, nos momentos, que acabamos destruídos por nós próprios. Isto poderia ser a Inês  resumida em apenas algumas palavras. Não devia fazer assim tanto sentido, mas faz. Que absurdo. Sofrer uma, duas e três vezes e mesmo assim manter a expectativa de que será melhor da próxima vez. Sempre foi assim, nunca me lembro de ter sido diferente. 

11 setembro 2014

  Por muitos minutos do meu dia que tenha dedicado à minha próxima preocupação, nunca imaginei exatamente como seria. Tudo o que achei que pudesse vir a acontecer, naquele dia foi uma falhanço total, caiu tudo ao lado. 
  O espaço era novo para mim, o parque de estacionamento, o nome da escola, as pessoas, a vila. A verdade é que estava a mudar-me para um lugar distante daquele onde sempre estive.
  Nenhum rosto era conhecido. Por mais que tentasse não iria encontrar ninguém familiar, além da minha mãe, claro, que fez questão de me acompanhar e de me apoiar, como sempre faz, sem que seja  preciso eu pedir. 
  O facto de ter atrasado um ano a entrada para a faculdade fez-me crescer muito. Sinto que tenho outras prioridades, e só por isso já fez este meu ano valer a pena. Ainda assim, estar ali sozinha assustou-me. As pernas tremiam, a voz falhava e os meus olhos embaciavam-se com uma facilidade tremenda, não dava para controlar. Na minha mente, nos primeiros passos dados dentro da faculdade eu pensava, "nenhum dos meus objetivos vai fazer sentido se não tenho o apoio incondicional dele". 
  Estou a mentalizar-me que agora eu sou só eu e ele é só ele, em sítios diferentes. Mas que no final do dia, sempre que o vir, sempre que voltar para os seus braços, seremos nós de novo... .

13 agosto 2014

  O sentimento mais estúpido que podia sentir por ti: saudade. Habituei-me tão mal às tuas idas e vindas indefinidas que agora que colocámos um ponto final, sinto falta daquela possibilidade de ainda voltares. É uma estupidez, não é? Sofri tanto e, quando finalmente tudo indica que chegou o fim, eu desejo um novo remeço vindo de lá não sei onde. Devo estar a endoidecer. É que eu não quero dar-te essa oportunidade de remendares o que fizeste. Não quero, não mereces e não preciso. Estou bem assim. Mas não sei, foram quase dois anos desta maneira, parece que nada fez sentido, mas tudo o que foi bom fica com toda a força. Acho que me estou a agarrar a uma coisa que vai, inconscientemente, desvanecendo da minha memória.
   Tenho saudades de uma coisa que não foi saudável para mim, a nossa amizade. Que o tempo cure tudo o que estragaste em mim.

25 julho 2014

  'Saudades' dizia o ecrã do meu telemóvel. Olhei o remetente e sorri. Não o fiz por seres tu, mas por já nem me lembrar mais de ti. Foi um processo longo e precisei de errar muitas vezes para aprender a lidar contigo sem me relacionar diretamente. 
  Queria que tivesse sido mais fácil. Magoei-me e magoei a única pessoa que me ama. Ele alertou-me vezes sem conta. Não me queria ver sofrer e lutar por alguém que não merecia nada de mim. Mas eu teimava em que ficasses, cheguei mesmo a não ter argumentos para explicar o porquê. Apenas que ficasses... 
  Houve momentos em que as correntes eram contrárias. Mas nem isso eu via. Lutava para que a amizade permanecesse e tu afastavas-te. Uma ação que acontecia quase em simultâneo e que baralhava todo o meu sistema, mas era óbvio para ele, e eu recusei a sua ajuda.
  No entanto, sempre ficou do meu lado, apoio-me nas minhas escolhas e disse que eu devia lutar se fosse isso que o meu coração dizia, e no momento seguinte chamava-me à razão para que eu abrisse os olhos e eu não quis. Provavelmente alguns dias mais tarde eu estaria triste e magoada. Ele perguntava-me se me encontrava bem e os meus olhos molhados mentiam, 'estou amor'. Abraçou-me só.  
  Sei que nunca irás ler uma só palavra deste texto. Mas se lesses, o meu desejo é que abras tu agora os olhos, e penses que mais ninguém merece o que me fizeste a mim. Quantas vezes mesmo é que foste embora e eu estúpida disse para ficares? Quantas vezes voltaste e eu estava aqui pronta para ser o teu porto de abrigo? As lágrimas caiem-me pelo rosto só de pensar o quão parva fui por te querer ter por perto. 
  Não me magoes. Nunca tomes a amizade por garantida. Não penses que podes ir embora e simplesmente voltar sem explicação. Não te lembres de mim.  Não voltes sequer.

18 maio 2014

Fico orgulhosa de mim mesma por ter suportado tudo isto até agora. Não é fácil ver aqueles que nos são mais próximos a ir ao poucos, para um lugar diferente do nosso. A distância que era reduzida a nada é hoje quase incalculável. Sei que muitos nunca compreenderão o porquê de eu mesma me ter afastado.
No meu lugar entraram outros tantos. Para esta parte sempre me mentalizei. Desde o primeiro dia. Juro. Tomei consciência que as cinco vezes por semana que os via, passariam a cinco por mês, e algum tempo depois o mês talvez se alongasse por uns três ou quatro longos meses. Até hoje passaram nove e muitos deles... Onde estão vocês?
Eu estou no mesmo sítio, mas não fico para sempre, talvez um dia seja tarde para voltar. Desejo honestamente que esse dia possa chegar. Quero ir embora exatamente da mesma maneira que vocês foram, mas eu, magoada.

15 março 2014

  Não fazia mais sentido. Nenhuma palavra, por melhor escolhida que fosse ia servir para mudar o que já se encontrava irreparável.
  Eu estava perdida para ti, tal como tu estavas para mim. Não havia solução que fizesse tudo aquilo ser aproveitado. Não havia, mas nós simplesmente não aceitávamos. Era como se obrigássemos peças erradas do puzzle a se ligarem; como se inventássemos uma forma temporária de permanecermos lado a lado. 
  Algum tempo depois a peça caía, tal como eu imaginara. Insistíamos mais que uma vez para aquele falso momento se aguentasse por mais uns instantes. Não sei porque o fizemos. Talvez fosse preciso errar na equação três e quatro vezes para entender que não havia mais solução possível.

13 dezembro 2013

Ponderei desistir. Quis fazê-lo!
Vi e tomei consciência que nunca seríamos aquilo que eu desejava que fôssemos. Sabia que nunca voltaria a ser a mesma pessoa contigo se parte daquele tempo não se apagava de maneira nenhuma. Já não havia prova física alguma que me levasse a esse passado, não tão distante como desejaria. Restam apenas as memórias... E agindo como se não me incomodasse, o facto de já não não existir mais nada onde me agarrar, fez-me sentir ainda pior. Eras apenas tu! Alguém que eu não queria lembrar, mas que tinha um significado enorme. Não sei porquê, mas parte de mim ainda não desistiu.

18 outubro 2013

 Passaram duas semanas e confesso que esperava outro final. Acho que em alguma parte de mim, ainda existia uma pequena esperança, a que me movera inutilmente em direção a ti, que de certa forma, já nem estavas lá.
 A minha voz tremia quando proferi as minhas últimas palavras para ti. Arrependo-me de ter mostrado exatamente como me senti, não merecias ver-me verdadeiramente, mas não dava para fingir e muito menos esconder. Agradeço-me ainda assim, por não ter chorado e por ter tido a coragem de te olhar nos olhos e conseguir interpretar aquilo que poderia vir a ser a resposta nunca dita em voz alta. Eu preferia ouvir-te.
 Gostava que hoje tivesse a certeza que aquele ponto final nunca mais vira vírgula. Queria ter a certeza que aquele sentimento de desconhecidos não voltava a ter outro significado, qualquer que fosse ele. Queria ter a certeza de que me odeio por não te odiar. Mas não tenho essa certeza.

28 agosto 2013

 A distância faz-nos ser inseguros. Com o tempo é graças a ela que perdemos tudo o que estava preso por um único fio. É esse frágil fio que aguentamos inutilmente despedaçados. 
 Eu perco noção das vezes que engulo o orgulho para que algumas palavras surjam da parte dele... Penso que não chegara realmente a entender a sua importância. Sinto-me estúpida a maior parte das vezes, talvez por me expor demasiado a alguém que fechou as portas para mim. Destruo aquilo a que chamamos o nosso  suporte, aquele muro imaginável que me torna forte perante as pessoas que movem parte de nós para lugares que não desejamos. 
 Sempre me preocupei com o que ele pensara sobre a nossa amizade. Sempre tentei recuperar aquilo que, de certa forma, ele esquecera. E eu esquecera-me de mim! Esquecera-me de me perguntar o que realmente importava para mim, e essa é a pergunta mais importante! No entanto, tinha sido tão desvalorizada que custava só de pensar como tal pudera acontecer. Por vezes, temos de cruzar os dedos e deixar que as coisas aconteçam sem como's nem porquê's.

24 julho 2013

 Nós sentimos a necessidade de recomeçar quando o nosso consciente se mentaliza que nada mais pode ser feito. Nenhuma palavra volta à ordem que anteriormente se encontrava, e torna-se difícil pronunciá-las e aceitá-las sabendo que não farão qualquer sentido. A verdade é que nenhuma outra coisa se torna suficientemente importante ao ponto de haver a força de querer recomeçar não existindo motivos para isso. 
 Este pequeno texto começou com simples palavras quase sem rumo, e acaba com o teu nome nas entrelinhas.     


09 abril 2013

 Acredito que toda a gente tem um motivo para entrar na nossa vida. E é por acreditar fielmente nisso que tu me intrigas, porque raio entraste tu então no meu caminho? Penso e repenso se existe fundamento possível. Apesar de parte de mim não querer ir ao encontro dessa resposta, talvez por medo, a outra parte admite que não existe mais por que esperar se já nada mais faz sentido.
 É realmente triste deparar-nos com uma situação destas, e ainda mais triste é se nunca tínhamos colocado em hipótese este rumo. Agora pergunto-me a mim mesma, que rumo?
 Eu lembro-me quando dizias que me apoiarias qualquer que fosse a minha escolha. As minhas escolhas nunca mudaram, no entanto, as tuas sofreram alterações de um dia para o outro. Eu fiquei tão feliz por ti, eu acho que nunca te tinha dito... E a minha recompensa por tudo isto foi, basicamente, um selo na testa com a seguinte mensagem: eu estou bem sem ti, tenho outra pessoa bem melhor.
 Afinal, nem mesmo aqueles que consideramos como verdadeiros amigos ficam. 
 Somos desconhecidos de novo, mas desta vez com memórias! 



15 março 2013

Aquela pessoa que nos dá força, é aquela que nos enfraquece!

31 outubro 2012

Estúpida fui eu que achei que a nossa amizade era capaz de ultrapassar toda esta longa distância. Não há mais sorrisos trocados, beijos de bom de dia ou olhares de preocupação. Não sei mais como estás, se precisas de apoio, de uma abraço, não sei mais se precisas de mim. 
Custa saber que a qualquer momento vamos ser trocados ou esquecidos. Custa mais que qualquer coisa, porque nos dedicamos quase por completo a essa pessoa e essa dedicação não é retribuída. Sinto-me meia perdida, acho que é isso.


21 janeiro 2012

  Não sei se é suposto continuar fingindo que tudo permanece igual, que não diferes de todos os outros, que não preciso de ti, que não sinto qualquer tipo de ciúmes.
  Não sei se é suposto, agora que tudo está irregular, me afastar e sair do "nós" de cabeça erguida e não magoada. Não sei se é suposto esperar que tu decidas encontrar outra pessoa, mas deixar que o faças, é ser egoísta comigo própria, ao ponto de não pedir respeito por mim, seria reagir bem a uma perda, seria mostrar a insensibilidade que eu não tenho.
  Dizer que te amo, seria apenas mais uma palavra que provavelmente já nem darias valor. Afirmar que preciso de ti, seria uma maneira vulgar de pedir que fiques. Dizer que és mais que um irmão, seria falhar com a promessa de que nada seria confundido.
  Mas oh, eu não mando no meu coração! E agora?