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13 setembro 2014

  Quando achamos que já nada pode piorar, a vida faz questão de nos lembrar que nem tudo tem de ir ao encontro do que imaginamos. Aliás, é rara a vez que não nos desiludimos, pois colocamos uma expectativa tão alta nas pessoas, nas coisas, nos momentos, que acabamos destruídos por nós próprios. Isto poderia ser a Inês  resumida em apenas algumas palavras. Não devia fazer assim tanto sentido, mas faz. Que absurdo. Sofrer uma, duas e três vezes e mesmo assim manter a expectativa de que será melhor da próxima vez. Sempre foi assim, nunca me lembro de ter sido diferente. 

04 março 2012

  E ele que parasse ali em frente a mim... Respirara fundo três vezes de maneira a que o meu coração desacelerasse a velocidade tremenda a que ia. Sabia que não era a solução, mas eu tentava, tentava toda a vez que aqueles olhos falavam com os meus. E que conversas tinham... . Por vezes cansavam-se. As pálpebras desciam lentamente e por meros segundos recuperavam a energia necessária para retomarem aquelas silenciosas palavras. Eu não conseguia fugir por muito tempo, pois, sem qualquer sucesso, eu caía nos seus braços, fortes e protetores, que me mantinham firme de qualquer coisa que me tentasse derrubar.


Sim, eu sei, tenho andado super ausente, mas esta vida de estudante não tem facilitado nada. Apesar de não ter publicado nada nestas últimas semanas, tenho vindo na mesma atualizar-me dos vossos cantinhos. 
Vou ter três testes para a semana e sinceramente, começo a ver a vida a andar-me para trás. E vocês? Tenham uma boa semana!

13 fevereiro 2012

  A inocência dos teus olhos transmitiam uma segurança inexplicável. Não me perguntes o truque, o poder da mente que ali existiam, porque eu... Eu não sei. Eu que me sentia sozinha, incidiu-me a necessidade de cativar alguém, ter alguém a meu lado , só para me me dar suporte neste silêncio do deserto.
  Nem as estrelas me são fiéis, ou então sou eu que já não tenho força para conversar e olhá-las. Não sei, não me perguntes.
  Se calhar, o problema é mesmo meu. Eu que senti a necessidade de um abraço, de algumas palavras de conforto. Talvez não precisa-se de pedir a ninguém, talvez as estrelas desempenhassem esse papel na perfeição, e eu não deixei, melhor, o meu estúpido orgulho não deixou, ele queria algo que fosse real, mas agora, agora que ele fez restrições, fiquei sem nada!
  O olhar tranquilizante, as estrelas, os abraços, as palavras, não os sinto em lado algum. Partiram sem qualquer explicação e agora, parto eu também em busca de algo idêntico que consiga ocupar o vazio, esse vazio inexplicável.

 

03 novembro 2011

  Já não há nada que te prenda a mim. Como se torna absurda a realidade em que vivemos; ainda nem acredito.
  Apercebi-me que as coisas não se tornam simples simplesmente porque não queremos. No fundo, temos todas as ferramentas para não tornar difíceis as coisas da vida, temos o poder de decidir que lado que queremos seguir, pois ninguém vai tomar as grandes decisões por nós. Até podem dar-te a opinião e criticar-te, mas não muda nada, pois nas tuas mãos continua a parte decisiva.
  Seguimos um caminho distante um do outro, e agora pergunto-me se algum dia se chegaram a cruzar.
  Sinto-me estupidamente frágil por me ter envolvido demasiado.
  Para tudo isto, apenas te tenho a dizer : "não desistas do difícil, o fácil é para todos!".

22 outubro 2011

  Os tons claros do céu mostravam o vazio das nuvens, e a beleza dos raios de sol que as trespassavam. A praia com pouco afluência àquela hora, apenas dava casa aos grupos de amigos que por ali ficavam de um dia para o outro, como era costume no final do verão. Eu e eles, éramos apenas mais uns que cumpriam com a (quase) tradição. 
  Adorava as noites de festa, as manhãs de brincadeiras, os fins de tarde só nossos. 
  A cumplicidade conquistada aos poucos, começava a notar-se nos olhares e sorrisos, tu deixaras a tua hesitação de parte ao te aproximares de mim, eu deixara de desviar o olhar sempre que os teus olhos se centrassem nos meus. Apesar do nervoso miudinho, do medo constante do ridículo, íamos aos poucos controlando os nossos actos, íamos aos poucos aprendendo os nossos limites. 
  A amizade de anos até ali assegurada, estava a tornar-se estranha aos nossos olhos; o interesse mútuo assustava-nos, mas não isso que nos impedia de nada. 



  - Não gosto quando me olhas assim, deixas-me nervosa!
  - Eu também não gosto. É necessário controlar-me demasiado para não cometer uma loucura!

05 agosto 2011

  Habituamo-nos a pessoas erradas, mas depois do mal feito, já pouco ou nada podemos fazer para conseguir muda-lo. Não nos arrependemos, mas queremos sentir que esse alguém necessita de nós, tal como nós precisamos dele. E é nessa altura precisamente, exactamente, que nos desiludimos sem fim, porque afinal de contas, a nossa vida não é o conto de fadas que imaginámos em sonhos. 
  Lutamos pelo contrário, mas é tempo perdido. O obstáculo permanece no mesmo lugar, apesar de aos nossos olhos aparentar dimensões maiores a cada dia que passa. Contudo, continua sendo ilusão nossa. Ilusão essa, que só pára quando o nosso coração quer, e não quando as palavras ditas por nós mandam.  





ps: vou de férias, por isso, retribuo os comentários, e actualizo-me quanto aos vossos blogs assim que vier. desejo a todos uma continuação de umas óptimas férias. até já!

25 abril 2011

Eu achava que tudo mudava com o tempo, eu sentia que a cada dia que passava a distância aumentava, e que um dia, não sabendo eu da existência da sua chegada, que a aceitaria sem mais desculpas. Mas (...).




(amanhã, dia 26 de abril, é o meu dia! :D )

09 abril 2011

Estou farta. 
Já não há nada que me faça ver as coisas de modo diferente, estou farta da minha inocência, farta de fechar os olhos a isto, farta de sorrir com coisas que te vejo fazer a todas.
Não existe preocupação no teu mundo, vives o presente sem pensar no passado e no futuro. Mas daqui a uns anos, quando no teu mundo houver objectivos definidos e outras metas a atingir, vais deixar, quase obrigatoriamente, de andar a provocar aqueles que te querem bem, aqueles que nunca te deixaram para trás, aqueles que sempre acharam que tu serias capaz de mudar pela forma como agiste no momento, pela forma como te entregaste.
Fui tão parva, ainda nem acredito que me deixei levar, não acredito que fui capaz de entregar-te o meu coração. Nem sabes o quanto te quis, o quanto resisti e te amei.
Quero desistir agora mesmo, estou farta, meu amor.


18 março 2011

sabes qual foi o meu maior erro? achar que depois de tudo, ainda ia conseguir ter-te por perto.
já só quero voltar à estaca zero. só não sei como, não encontro maneiras de o fazer, mas um dia vou conseguir, hoje não deve ser o dia!


09 outubro 2010

Ver-te não me faz bem, eu pedi, pedi muito, mas as coisas não mudaram. Tento fugir ao teus olhos e ao teu sorriso, mas passam por ele o meu olhar pouco discreto. Custa-me ver-te demasiado independente, deixando para trás qualquer outra recordação (in)significante. Não consigo tomar qualquer decisão, e tu não ajudas.


24 agosto 2010

(quase) feliz

Está uma noite amena, apenas com uma brisa um pouco desagradável. Estou na minha varanda, com o olhar direccionado à lua, e observo a rapidez com que as nuvens passam à sua frente.
Faço perguntas, e questiono-me se algum dia terão respostas, respostas certas.
O tempo passa e já nem dou por ele, já passaram semanas sem ti, e continuo parada, à espera de uma explicação tua. São dias desperdiçados que eu deixo para trás.
Foi uma ilusão, e eu caí nela até ao último segundo. Não ia ser perfeito, ambos sabíamos, começou mal, que mais havíamos de esperar?
Como disse, passaram-se desde então semanas, semanas sem uma única troca de palavras, sem um olhar, no fundo, sem aquilo que eu estava habituada, tu sabes. Não achei o fim do mundo, simplesmente senti saudades, não vou esconder isso, porque o que mais quero agora, é esquecer o pouco que resta, e ser feliz. É passado, mas nunca vai ser esquecido.

07 agosto 2010

por ti, este será o último

não me arrependo do que fiz, nem do esforço enorme que tive para te deixar com um sorriso na cara por minutos. por vezes, nem davas qualquer valor ao sacrifício que fazia, e isso, não deixava de se notar ao longe, eu gostava de ti, ou pelo menos era isso que eu achava, e à medida que os dias passavam, o tempo que queria abdicar de ti, diminuía significativamente. deixaste de mostrar interesse, e eu deixei de ter coragem para te pedir qualquer coisa que fosse. deixaste de me perceber, e mais tarde a confiança falhou. eu só queria tirar dúvidas, mas tu não tinhas intenção de ficar por perto, e agora que tudo acabou, só me arrependo de não ter dado tudo nos poucos momentos que tivemos.
obrigada às pessoas que mesmo assim me tentaram avisar, por me apoiarem mesmo depois do erro feito. obrigada.