Decidi voltar a escrever sobre ti. A última vez, foi
este desabafo que aqui ficou registado.
Durante as férias, tentei interiorizar o que tinha perdido. Imaginei como seriam os novos dias, os novos intervalos, as novas aulas. Imaginei de várias maneiras, coloquei em causa todas as hipóteses, menos a realidade. Sabia que tudo ia mudar, só não sabia que isso me iria afectar tanto. Achava que os três meses, tinham sido o suficiente para tomar consciência do meu novo suposto dia-a-dia. Mas ao contrário disso, as saudades aumentavam, e a minha mente já não queria saber de formas de lidar contigo para nada.
E agora, aqui estou eu, a tentar ultrapassar uma má fase. Tentei dar tolerância às minhas lágrimas, cada vez que me perguntaram o número (pois agora fiquei com o teu e custa-me só de escreve-lo), cada vez que fizeram comentários que o meu colega de carteira agora já não eras tu (como se eu não me lembrasse disso, a casa segundo que passasse), e ainda, quando se dirigiam a mim, dizendo que eu era mais divertida quando estavas ao teu lado. E a verdade é essa, neste preciso momento, isolei-me, deixando todas as outras coisas para trás. Ainda só passou uma semana, e isto ainda é só o início. Além destas pequenas coisas, custa ter de voltar a pegar nos livros do nosso ano, e em vez de rever a matéria, perco-me em todas as palavras que lá deixaste marcadas.
Deixei de querer saber que me encontrava bem, e comecei a perder-me só para observar-te ao longe. O teu sorriso, ainda vivo na minha memória, vai aos poucos recordando as mais ínfimas coisas, que ao longo do ano passámos.
Nós não estamos bem. A distância provoca-nos, e os olhares matam-me por dentro. E tu, inconscientemente, acabas por dizer as pequenas coisas que agora não são resolvidas sempre que olhamos um no outro. Se são verdades, custam aceitar.
Como é que eu digo a alguém que estou cansada de sentir a sua falta, tendo noção que com ele não se passa o mesmo?
Isto é só o início, e eu já fui abaixo.