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03 novembro 2014

 De repente o mundo pára. Fecho a porta e deixo-me cair sobre a parede branca do quarto, morta de cansaço. Sei que não precisarei de muito tempo, a estante à minha frente não fica mais nítida aos meus olhos. As lágrimas caem. inundando-me o rosto. 
 Sinto saudades de casa, de outros tempos, de pessoas que não estão mais. Faço filmes, imagino o que quero e não quero. É fácil, demasiado fácil perder-me, não sei porquê. Pelo menos que tu estivesses ao pé de mim agora...

28 dezembro 2011

  Há uma altura em que a gente se apercebe que nem tudo é mau, que nem tudo vai correr sempre bem, e muito menos se continuarmos a pensar que tudo vai ser do jeito que queremos se não tomarmos primeiro consciência que não somos só nós que mandamos.
  Um dia, a gente acorda e começa a ter noção do mundo, deixa de chorar pelo passado, finge esquecer aquilo que nada interessa e passa a ver o futuro com outros olhos. Dá uma oportunidade, larga um sorriso e ri dos motivos das nossas lágrimas. Um dia, por experiência, vamos definitivamente esquece-lo, vamos sorrir a alguém só para ver se daria certo se lhe déssemos outra oportunidade e ainda, fingir que não vimos certas coisas só para evitar toda a chatice que seria ao confrontarmos (de novo) a realidade.
  Seria bom que todos os nossos sonhos, não passassem apenas por isso mesmo, de sonhos! Mas no fundo, sabemos que são essas fantasias a única certeza da nossa vida! 
  Está a acabar mais um ano,e apesar de tudo, estou feliz!



(ps: desejem-me sorte para isto, aiii)

26 outubro 2011

Quis dizer-te que preciso de ti, mas interrompeste-me com as tuas palavras; quis dizer-te o quanto eras importante para mim, mas abraçaste-me do nada como se não houvesse amanhã; quis dizer-te que te simplesmente te amo, mas desisti de tentar e beijei-te.

14 agosto 2010

e a ti?



Apetece-me imaginar aquilo que não aconteceu connosco, apetece-me sonhar!

16 junho 2010

E se tivesse sido mesmo assim!

Estávamos sentados, perto um do outro, com as minhas pernas em cima das tuas, e com a cabeça encostada ao teu ombro.
Não reconheci o lugar onde estávamos, simplesmente deu para reparar que era calmo, pois não havia uma única pessoa a passar ali. Estava a falar-te ao ouvido, e como resposta só ouvia a tua respiração. Lembro-me de te ter dito, “gosto imenso de ti, juro, e era capaz de dizer ‘amo-te’ as vezes necessárias para acreditares no que realmente sinto, todas as palavras que te vou dizer podem não ter qualquer significado para ti, mas posso tentar uma última vez?”.
Não recebi resposta, e por isso continuei, “todo o esforço que fiz até hoje, foram desesperos meus transformados em oportunidades parvas. Sei que perdi grande parte do tempo a mostrar o quanto gostava de ti, o problema é que tu não estavas na mesma situação que eu. Sofro silenciosamente, e talvez não seja a melhor maneira, mas já ninguém quer ouvir desabafos meus.” Parei durante segundos, e de repente, fiz-te perguntas sem te deixar responder a nenhuma, “Se tu não gostasses de mim, não continuarias a dizer-me amo-te, certo? ; Se tu me odiasses não continuarias com qualquer contacto meu, certo? ; Se não sentisses nada por mim, não estarias aqui sentado ao meu lado, desta maneira, sem teres qualquer problema, certo? ; Se eu …” interrompeste-me, e senti então, um estremecer no meu corpo, com medo de alguma resposta que não queria ouvir. Disseste-me apenas “amo-te”, e deparo-me com uma lágrima a cair lentamente no meu rosto. Olhei-te nos olhos, e pediste-me desculpa, confusa, baixei o olhar. Naqueles instantes, pensava apenas, se as minhas palavras teriam mudado alguma coisa, sabia que iria ser mais uma tentativa falhada.
O silêncio tinha-se instalado, e agora já só ouvia o barulho da água, atrás de nós.
Para quebrar toda aquela imobilidade e o silêncio, puseste a mão na minha perna, e perguntaste-me se estava tudo bem, eu respondi que sim, mas as lágrimas caíam sem eu dar conta. Estávamos sob o olhar um do outro, senti a tua aproximação, e disseste-me ao ouvido, “a minha resposta quanto a tudo o que disseste é muito simples”. Quis perguntar-te qual, mas sem tempo para isso, tu beijaste-me carinhosamente durante algum tempo, e no fim, abraçaste-me num aconchego perfeito. Estava assustada, pois a seguir, poderias levantar-te e ir embora, ou poderias ficar ali comigo o resto da tarde.
Senti um toque violento, e alguém a chamar pelo meu nome. Estava a sonhar. Foi tudo um simples sonho, que agora não tinha resposta final.

“Ficarás ou não comigo, para sempre?”