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22 junho 2015

 Já me sinto melhor. A tempestade passou e estou agora a recuperar de todos os estragos. É normal que ainda veja muitas coisas de "pernas para o ar" e é muito provável que as consequências de toda a pressão posta sobre mim nas últimas semanas ainda nem sequer se esteja a fazer sentir, o que de certo modo me assusta. Mas estou a tentar levar a vida da melhor maneira.
 Há precisamente 3 semanas atrás, eu estava a ceder à minha rotina, e eu sempre fui muito dessas coisas em tempo de aulas e nunca, em toda a minha existência, me tinha sentido assim. Foi absurdo. Eu chorava antes das palavras me atingirem, e nem sempre eram más. Chegava tarde a casa, depois de um dia de aulas, e ainda com um mundo cheio de problemas para resolver eu decidia fugir deles e deitar-me na cama, à espera do sono que nunca veio. Foi assim três dias, três longos dias e noites, em que via todos os minutos passar no relógio do meu telemóvel. Simplesmente desesperava, chorava, cobria-me com o frio, destapava-me com o calor. Quis levantar-me e aproveitar que, já que não dava para fugir aos meus problemas dormindo, pelo menos ia estudar, e não dava. A cabeça pesava mais que o corpo inteiro, e eu decidia ficar por ali, deitada, só. 
 Ele questionou-me se nas últimas semanas se passava só isto, a pressão das faculdade, eu inocente respondi que sim. Mas pensando, o que é que eu tinha de bom? Não tinha tempo para estar com ele, não tinha tinha tempo para mim, tinha discussões com tudo e todos, tinha ainda um grande monte de folhas para estudar, com sete avaliações em sete dias. E eu explodi. Eu desabei como nunca tinha acontecido em toda a minha vida...

31 janeiro 2015

 Impressionante o poder das palavras... Como é possível que meia dúzia delas te consigam destruir completamente? 

16 novembro 2014

 Nunca me tinha sentido assim. O meu coração palpitava desde madrugada, quando nenhum sinal teu teimava em não aparecer. Atendi a chamada de um número que não conhecia e eras tu. Num primeiro momento sorri, suspirei de alívio e pensei que mais uma vez estava a preocupar-me sem razão. Mas estava errada. Pela primeira vez, todos os maus pensamentos que me passavam pela mente estavam a tornar-se reais. A tua voz tremia, choravas compulsivamente. Deste lado, simplesmente paralisei. Digamos que fui metade bem sucedida: aguentei todo o tempo que te ouvi, no final, desabei. 
 Sou demasiado fraca no que toca sequer ao ouvir o teu nome. 

03 novembro 2014

 De repente o mundo pára. Fecho a porta e deixo-me cair sobre a parede branca do quarto, morta de cansaço. Sei que não precisarei de muito tempo, a estante à minha frente não fica mais nítida aos meus olhos. As lágrimas caem. inundando-me o rosto. 
 Sinto saudades de casa, de outros tempos, de pessoas que não estão mais. Faço filmes, imagino o que quero e não quero. É fácil, demasiado fácil perder-me, não sei porquê. Pelo menos que tu estivesses ao pé de mim agora...

25 julho 2014

  'Saudades' dizia o ecrã do meu telemóvel. Olhei o remetente e sorri. Não o fiz por seres tu, mas por já nem me lembrar mais de ti. Foi um processo longo e precisei de errar muitas vezes para aprender a lidar contigo sem me relacionar diretamente. 
  Queria que tivesse sido mais fácil. Magoei-me e magoei a única pessoa que me ama. Ele alertou-me vezes sem conta. Não me queria ver sofrer e lutar por alguém que não merecia nada de mim. Mas eu teimava em que ficasses, cheguei mesmo a não ter argumentos para explicar o porquê. Apenas que ficasses... 
  Houve momentos em que as correntes eram contrárias. Mas nem isso eu via. Lutava para que a amizade permanecesse e tu afastavas-te. Uma ação que acontecia quase em simultâneo e que baralhava todo o meu sistema, mas era óbvio para ele, e eu recusei a sua ajuda.
  No entanto, sempre ficou do meu lado, apoio-me nas minhas escolhas e disse que eu devia lutar se fosse isso que o meu coração dizia, e no momento seguinte chamava-me à razão para que eu abrisse os olhos e eu não quis. Provavelmente alguns dias mais tarde eu estaria triste e magoada. Ele perguntava-me se me encontrava bem e os meus olhos molhados mentiam, 'estou amor'. Abraçou-me só.  
  Sei que nunca irás ler uma só palavra deste texto. Mas se lesses, o meu desejo é que abras tu agora os olhos, e penses que mais ninguém merece o que me fizeste a mim. Quantas vezes mesmo é que foste embora e eu estúpida disse para ficares? Quantas vezes voltaste e eu estava aqui pronta para ser o teu porto de abrigo? As lágrimas caiem-me pelo rosto só de pensar o quão parva fui por te querer ter por perto. 
  Não me magoes. Nunca tomes a amizade por garantida. Não penses que podes ir embora e simplesmente voltar sem explicação. Não te lembres de mim.  Não voltes sequer.

07 julho 2014

  E os dias passaram. Nada parou. Nem sei onde me encontro agora. 
  Quero acreditar que estou numa situação menos complicada que no meu ano anterior, no entanto não me sinto livre disso e a sensação não é a melhor de sempre. Decidi manter a minha vida em modo de espera  e parece que acabei por perder um ano da minha vida. 
   Há coisas destinadas para cada um de nós. Quem sabe se o melhor ainda está para vir (sinto-me muito melhor se pensar assim).

18 maio 2014

Fico orgulhosa de mim mesma por ter suportado tudo isto até agora. Não é fácil ver aqueles que nos são mais próximos a ir ao poucos, para um lugar diferente do nosso. A distância que era reduzida a nada é hoje quase incalculável. Sei que muitos nunca compreenderão o porquê de eu mesma me ter afastado.
No meu lugar entraram outros tantos. Para esta parte sempre me mentalizei. Desde o primeiro dia. Juro. Tomei consciência que as cinco vezes por semana que os via, passariam a cinco por mês, e algum tempo depois o mês talvez se alongasse por uns três ou quatro longos meses. Até hoje passaram nove e muitos deles... Onde estão vocês?
Eu estou no mesmo sítio, mas não fico para sempre, talvez um dia seja tarde para voltar. Desejo honestamente que esse dia possa chegar. Quero ir embora exatamente da mesma maneira que vocês foram, mas eu, magoada.

02 abril 2014

  Comecei a sentir a pressão de ter de me habituar à ideia há cerca de dois meses atrás. Eu acho que não valeu de nada, já quase passaram os sessenta dias e sinceramente, o que mudou em mim?
  É verdade, faltam dois dias completos e mais algumas horas, que comparado com os meses que ainda ontem tinha não é absolutamente nada. Penso que devia ter-me mentalizado de uma maneira diferente enquanto tive tempo, agora, com um intervalo curtíssimo, vejo-me na obrigação de aceitar sem poder reclamar.
  Admito, começo a ficar um pouco assustada há medida que os dias passam. O que farei eu enquanto te divertes fora do país? O que farei eu contigo fora do país? É que a somar ao facto de não te ter por perto vem a insegurança absurda, os ciúmes e o poder de imaginação bastante avançada que eu adquiro sempre que este tipo de situações. 
  Eu aguento, vais ver.

15 março 2014

  Não fazia mais sentido. Nenhuma palavra, por melhor escolhida que fosse ia servir para mudar o que já se encontrava irreparável.
  Eu estava perdida para ti, tal como tu estavas para mim. Não havia solução que fizesse tudo aquilo ser aproveitado. Não havia, mas nós simplesmente não aceitávamos. Era como se obrigássemos peças erradas do puzzle a se ligarem; como se inventássemos uma forma temporária de permanecermos lado a lado. 
  Algum tempo depois a peça caía, tal como eu imaginara. Insistíamos mais que uma vez para aquele falso momento se aguentasse por mais uns instantes. Não sei porque o fizemos. Talvez fosse preciso errar na equação três e quatro vezes para entender que não havia mais solução possível.

07 fevereiro 2014

  Adormeci com lágrimas nos olhos. O meu coração, apesar de mais calmo, continua a doer. Custa respirar e cada vez que fecho os olhos ouço as tuas palavras gritarem-me aos ouvidos. Eu mereço:  errei e magoei-te. Desnecessariamente, mas errei. Não posso voltar atrás, assim como não posso fazer com que dês importância às minhas palavras, que no meio de tanta confusão acabam por não valer absolutamente nada.
  Tremi de tão nervosa. Chorei de tão irritada. Eu encontrava-me triste, triste como nunca me encontrara antes desde que estavas do meu lado.

13 dezembro 2013

Ponderei desistir. Quis fazê-lo!
Vi e tomei consciência que nunca seríamos aquilo que eu desejava que fôssemos. Sabia que nunca voltaria a ser a mesma pessoa contigo se parte daquele tempo não se apagava de maneira nenhuma. Já não havia prova física alguma que me levasse a esse passado, não tão distante como desejaria. Restam apenas as memórias... E agindo como se não me incomodasse, o facto de já não não existir mais nada onde me agarrar, fez-me sentir ainda pior. Eras apenas tu! Alguém que eu não queria lembrar, mas que tinha um significado enorme. Não sei porquê, mas parte de mim ainda não desistiu.

16 novembro 2013

 Eu esqueço-me de mim, às vezes. Acho que se der importância a todas as pessoas que me rodeiam e contribuir para que o seu dia seja melhor, que não preciso de pensar em mim. Lendo e pensando bem no que acabei de escrever, até parece fazer sentido, mas a verdade é que não pensando em mim, o que dou aos outros, não é suficiente, ou dizendo por outras palavras, para nada mais me deite abaixo hoje, podia dar muito mais do que aquilo que dou.
 Até me deparar com aquilo com que realmente convivo, não me apercebo que as coisas não são exatamente como idealizo: os meus amigos não vão lá estar sempre para mim, os mais próximos vão embora e voltar assim que se magoarem, as discussões que provocam vão abalar a maneira como te sentes e moderar como deves tratar a próxima pessoa que se dirigir a ti. E eu? É suposto continuar sorrindo e mostrando que o facto de irem embora não muda nada em mim? E é suposto ainda, aguentar as instabilidades, agindo como se nada fosse, sabendo que por dentro estou despedaçada? 
 "O meu estou bem significa que eu estou inteira, estou de pé, mas não significa que estou feliz."