Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens

03 agosto 2015

 Custa acreditar que passou um ano. O primeiro. Dos mais difíceis, física e psicologicamente de sempre, provavelmente. 
 Descobri que conseguia andar semanas inteiras com um sorriso na face mesmo querendo ficar em casa, distante do turbilhão de sons e luzes da cidade. Habituada à calmaria da minha vila, a mudança foi radical. Após alguns meses o próprio organismo muda, as rotinas tardias e as comidas rápidas começam a fazer parte. O mau humor ao fim de um dia inteiro de cansaço é, também, inserido na minha vida com uma força tremenda. Queria conseguir explicar o que senti nesses dias longos, que pareciam não ter jeito de acabar, mas não consigo.
 Parece mais fácil agora, visto de fora, passadas algumas semanas, ainda assim não atenuo dor nos dias mais cansativos. Cresci imenso enquanto pessoa e estava realmente a precisar dessas mudanças. 
 Será melhor agora.

22 junho 2015

 Já me sinto melhor. A tempestade passou e estou agora a recuperar de todos os estragos. É normal que ainda veja muitas coisas de "pernas para o ar" e é muito provável que as consequências de toda a pressão posta sobre mim nas últimas semanas ainda nem sequer se esteja a fazer sentir, o que de certo modo me assusta. Mas estou a tentar levar a vida da melhor maneira.
 Há precisamente 3 semanas atrás, eu estava a ceder à minha rotina, e eu sempre fui muito dessas coisas em tempo de aulas e nunca, em toda a minha existência, me tinha sentido assim. Foi absurdo. Eu chorava antes das palavras me atingirem, e nem sempre eram más. Chegava tarde a casa, depois de um dia de aulas, e ainda com um mundo cheio de problemas para resolver eu decidia fugir deles e deitar-me na cama, à espera do sono que nunca veio. Foi assim três dias, três longos dias e noites, em que via todos os minutos passar no relógio do meu telemóvel. Simplesmente desesperava, chorava, cobria-me com o frio, destapava-me com o calor. Quis levantar-me e aproveitar que, já que não dava para fugir aos meus problemas dormindo, pelo menos ia estudar, e não dava. A cabeça pesava mais que o corpo inteiro, e eu decidia ficar por ali, deitada, só. 
 Ele questionou-me se nas últimas semanas se passava só isto, a pressão das faculdade, eu inocente respondi que sim. Mas pensando, o que é que eu tinha de bom? Não tinha tempo para estar com ele, não tinha tinha tempo para mim, tinha discussões com tudo e todos, tinha ainda um grande monte de folhas para estudar, com sete avaliações em sete dias. E eu explodi. Eu desabei como nunca tinha acontecido em toda a minha vida...

03 abril 2015

 Estou melhor agora. Gostava que muitas coisas das quais eu não sinto absolutamente nada hoje, tivessem um destino diferente. Não que eu não tivesse lutado para que fizessem parte da minha vida, mas por alguma razão não fazem mais. Nem me lembro das vezes que bati no fundo por pensar que queria continuar a lutar, mas ao mesmo tempo, das vezes que pensei em desistir ali mesmo. Todo o esforço que fiz foram desesperos meus transformados em oportunidades estúpidas. 
 Chega a um ponto que não dá mais, quebram-se as barreiras, a paciência, esquece-se o orgulho, as pessoas, os momentos... 
 Acredito que um tudo aquilo que me ofereceram vai chegar a vocês com o triplo da amargura. Perdi-te e questiono-me: será que me importo?

03 novembro 2014

 De repente o mundo pára. Fecho a porta e deixo-me cair sobre a parede branca do quarto, morta de cansaço. Sei que não precisarei de muito tempo, a estante à minha frente não fica mais nítida aos meus olhos. As lágrimas caem. inundando-me o rosto. 
 Sinto saudades de casa, de outros tempos, de pessoas que não estão mais. Faço filmes, imagino o que quero e não quero. É fácil, demasiado fácil perder-me, não sei porquê. Pelo menos que tu estivesses ao pé de mim agora...

11 setembro 2014

  Por muitos minutos do meu dia que tenha dedicado à minha próxima preocupação, nunca imaginei exatamente como seria. Tudo o que achei que pudesse vir a acontecer, naquele dia foi uma falhanço total, caiu tudo ao lado. 
  O espaço era novo para mim, o parque de estacionamento, o nome da escola, as pessoas, a vila. A verdade é que estava a mudar-me para um lugar distante daquele onde sempre estive.
  Nenhum rosto era conhecido. Por mais que tentasse não iria encontrar ninguém familiar, além da minha mãe, claro, que fez questão de me acompanhar e de me apoiar, como sempre faz, sem que seja  preciso eu pedir. 
  O facto de ter atrasado um ano a entrada para a faculdade fez-me crescer muito. Sinto que tenho outras prioridades, e só por isso já fez este meu ano valer a pena. Ainda assim, estar ali sozinha assustou-me. As pernas tremiam, a voz falhava e os meus olhos embaciavam-se com uma facilidade tremenda, não dava para controlar. Na minha mente, nos primeiros passos dados dentro da faculdade eu pensava, "nenhum dos meus objetivos vai fazer sentido se não tenho o apoio incondicional dele". 
  Estou a mentalizar-me que agora eu sou só eu e ele é só ele, em sítios diferentes. Mas que no final do dia, sempre que o vir, sempre que voltar para os seus braços, seremos nós de novo... .

02 setembro 2014

  Vi a faculdade ser adiada por um ano. Dá para acreditar que já passou? Custou muito é certo, tudo o que vi e chorei foi por ver os meus amigos do secundário no lugar em que eu também deveria estar. Confesso que foi a parte pior. Apercebi-me de coisas a que provavelmente teria fechado os olhos se tivesse ido embora, e isso não seria bom para mim. Sempre ouvi dizer que os verdadeiros amigos servem para tudo, mas nunca para dizer adeus. E eu ouvi muitos este ano. 
  Tudo o resto foi bom. Passei um ano lectivo ao lado do meu namorado. Pensando que com um ano de namoro já assistimos a muita coisa, então este segundo foi simplesmente diferente, no bom sentido. Estar na mesma turma, partilhar a mesma mesa, ter o mesmo tempo livre, ajudar um ao outro com os estudos fez-nos crescer muito. Eu senti muito isso em nós.
  Este próximo ano assusta-me por isso mesmo, ficámos ainda mais próximos, e agora de repente teremos de reformular tudo aquilo ao que nos habituámos. Sei que vamos conseguir, mas no que toca a ti, o coração treme só de imaginar que não terá qualquer controlo naquilo que aí vem. 
  Tenho medo. 

07 julho 2014

  E os dias passaram. Nada parou. Nem sei onde me encontro agora. 
  Quero acreditar que estou numa situação menos complicada que no meu ano anterior, no entanto não me sinto livre disso e a sensação não é a melhor de sempre. Decidi manter a minha vida em modo de espera  e parece que acabei por perder um ano da minha vida. 
   Há coisas destinadas para cada um de nós. Quem sabe se o melhor ainda está para vir (sinto-me muito melhor se pensar assim).