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27 janeiro 2015

 Eu não sei. A minha mente tem-me levado para lugares completamente desconhecidos, e eu nem quero. Invade-me uma insegurança... E permanece. Peço ao meu consciente para que não se foque nisso, mas não me obedece. Sinto que é pior até. Torna-se o meu pior inimigo. 
 A última vez fez-me chorar. Sonhei que não me pertencias mais, que eras de outra, dela... Eu contei-te e achaste-me uma tonta, mas não sosseguei. Para mim pareceu real, pareceu um sinal, pareceu... sei lá. Eu não sei.

15 março 2014

  Não fazia mais sentido. Nenhuma palavra, por melhor escolhida que fosse ia servir para mudar o que já se encontrava irreparável.
  Eu estava perdida para ti, tal como tu estavas para mim. Não havia solução que fizesse tudo aquilo ser aproveitado. Não havia, mas nós simplesmente não aceitávamos. Era como se obrigássemos peças erradas do puzzle a se ligarem; como se inventássemos uma forma temporária de permanecermos lado a lado. 
  Algum tempo depois a peça caía, tal como eu imaginara. Insistíamos mais que uma vez para aquele falso momento se aguentasse por mais uns instantes. Não sei porque o fizemos. Talvez fosse preciso errar na equação três e quatro vezes para entender que não havia mais solução possível.

10 agosto 2012

Eu já amei a pessoa errada. Já sofri pela pessoa que achava ser a certa. Já ignorei. Já desprezei. E enquanto isso amava e, por isso, sofri. Já adormeci a pensar nele. Já formulei a conversa que poderia ter no dia seguinte. Já adormeci com uma nova esperança. Já acordei com essa esperança destroçada. Já escrevi uma mensagem enorme e apaguei-a de modo a fica uma só frase, com uma ou duas palavras. Já tive tantas saudades que liguei em privado só para ouvir a sua voz. Frequentei os meus sítios só para poder vê-lo. Segurei lágrimas para não ter de explicar a ninguém o real motivo. Já passei o dia a sorrir, mas também já o passei a chorar. Já perdoei os seus erros para não o perder. Já perdoei e não esqueci. Já me despedi com um "até amanhã", quando na verdade queria dizer "amo-te". Pessoalmente, já disse odeio-te por não conseguir demonstrar o que realmente sinto. Já sorri para algumas pessoas para ver se fazia sentido dar outra oportunidade. Já assisti a filmes românticos e imaginei em todos os momentos eu e ele. Já ouvi mil vezes a mesma música seguida e cansei-me dela rapidamente. Já ouvi músicas que me fizeram chorar, outras que me fizeram rir ou ainda aquelas que me fizeram sair do lugar e dançar como uma louca. Já senti o desejo de estar com alguém e ter a minha consciência a pesar por estar a fazer o errado. Eu cometi o mesmo erro duas vezes. Eu já quis fugir de casa. Eu já fiz um plano para mudar a minha vida e não o segui. Eu já quis desistir para não sofrer mais. Eu já esqueci alguém e aproveitei a vida. Eu já vi a cara de espanto de algumas pessoas por verem que realmente segui em frente. Eu já provei a muita gente que sou uma rapariga forte e que não mereço sentir-me perdida por causa de um rapaz. Eu já voltei a apaixonar-me e gostei da sensação. Eu já beijei descontroladamente por estar a adorar o momento. Eu abracei bem forte antes de deixar alguém ir. E sabes que mais? Eu voltaria a fazer tudo de novo.

13 fevereiro 2012

  A inocência dos teus olhos transmitiam uma segurança inexplicável. Não me perguntes o truque, o poder da mente que ali existiam, porque eu... Eu não sei. Eu que me sentia sozinha, incidiu-me a necessidade de cativar alguém, ter alguém a meu lado , só para me me dar suporte neste silêncio do deserto.
  Nem as estrelas me são fiéis, ou então sou eu que já não tenho força para conversar e olhá-las. Não sei, não me perguntes.
  Se calhar, o problema é mesmo meu. Eu que senti a necessidade de um abraço, de algumas palavras de conforto. Talvez não precisa-se de pedir a ninguém, talvez as estrelas desempenhassem esse papel na perfeição, e eu não deixei, melhor, o meu estúpido orgulho não deixou, ele queria algo que fosse real, mas agora, agora que ele fez restrições, fiquei sem nada!
  O olhar tranquilizante, as estrelas, os abraços, as palavras, não os sinto em lado algum. Partiram sem qualquer explicação e agora, parto eu também em busca de algo idêntico que consiga ocupar o vazio, esse vazio inexplicável.

 

21 janeiro 2012

  Não sei se é suposto continuar fingindo que tudo permanece igual, que não diferes de todos os outros, que não preciso de ti, que não sinto qualquer tipo de ciúmes.
  Não sei se é suposto, agora que tudo está irregular, me afastar e sair do "nós" de cabeça erguida e não magoada. Não sei se é suposto esperar que tu decidas encontrar outra pessoa, mas deixar que o faças, é ser egoísta comigo própria, ao ponto de não pedir respeito por mim, seria reagir bem a uma perda, seria mostrar a insensibilidade que eu não tenho.
  Dizer que te amo, seria apenas mais uma palavra que provavelmente já nem darias valor. Afirmar que preciso de ti, seria uma maneira vulgar de pedir que fiques. Dizer que és mais que um irmão, seria falhar com a promessa de que nada seria confundido.
  Mas oh, eu não mando no meu coração! E agora?

19 novembro 2011

  Sinceramente não percebo, provavelmente nem é esse o objectivo. Há coisas todos os dias que por simples razão nos passam ao lado sem qualquer explicação. Outras, passam e ficam, e ultimamente é isso que me tem acontecido. Eu própria não consigo defini-lo.
  Como é que se torna possível continuarmos a sentir algo por alguém que não nos retribui (quase) nada? Apercebi-me agora a diferença que tem, ao ler a frase anterior com e sem o quase. A verdade é mesmo essa. Uma palavra muda tudo. Estranho que essa seja a palavra que me faz manter agarrada a ele. 
  Ciúmes! Todas brincam, todas tentam. E eu fico assim sem jeito, por saber que nenhuma daquelas todas sou eu! Passo tempos e tempos a contar até 5, a fugir do seu olhar, a fechar os olhos, e a ceder à tentação de olhar de novo e ver que tudo continua igual. Já devia saber que não é assim que se resolve nada, mas a fugir também não é a melhor solução, ele próprio mo diz. O que ele não sabe, é que por de trás desses olhares e mensagens, existe muito mais do que uma inês que sente saudades ... .

03 novembro 2011

  Já não há nada que te prenda a mim. Como se torna absurda a realidade em que vivemos; ainda nem acredito.
  Apercebi-me que as coisas não se tornam simples simplesmente porque não queremos. No fundo, temos todas as ferramentas para não tornar difíceis as coisas da vida, temos o poder de decidir que lado que queremos seguir, pois ninguém vai tomar as grandes decisões por nós. Até podem dar-te a opinião e criticar-te, mas não muda nada, pois nas tuas mãos continua a parte decisiva.
  Seguimos um caminho distante um do outro, e agora pergunto-me se algum dia se chegaram a cruzar.
  Sinto-me estupidamente frágil por me ter envolvido demasiado.
  Para tudo isto, apenas te tenho a dizer : "não desistas do difícil, o fácil é para todos!".

26 outubro 2011

Quis dizer-te que preciso de ti, mas interrompeste-me com as tuas palavras; quis dizer-te o quanto eras importante para mim, mas abraçaste-me do nada como se não houvesse amanhã; quis dizer-te que te simplesmente te amo, mas desisti de tentar e beijei-te.

22 outubro 2011

  Os tons claros do céu mostravam o vazio das nuvens, e a beleza dos raios de sol que as trespassavam. A praia com pouco afluência àquela hora, apenas dava casa aos grupos de amigos que por ali ficavam de um dia para o outro, como era costume no final do verão. Eu e eles, éramos apenas mais uns que cumpriam com a (quase) tradição. 
  Adorava as noites de festa, as manhãs de brincadeiras, os fins de tarde só nossos. 
  A cumplicidade conquistada aos poucos, começava a notar-se nos olhares e sorrisos, tu deixaras a tua hesitação de parte ao te aproximares de mim, eu deixara de desviar o olhar sempre que os teus olhos se centrassem nos meus. Apesar do nervoso miudinho, do medo constante do ridículo, íamos aos poucos controlando os nossos actos, íamos aos poucos aprendendo os nossos limites. 
  A amizade de anos até ali assegurada, estava a tornar-se estranha aos nossos olhos; o interesse mútuo assustava-nos, mas não isso que nos impedia de nada. 



  - Não gosto quando me olhas assim, deixas-me nervosa!
  - Eu também não gosto. É necessário controlar-me demasiado para não cometer uma loucura!

08 setembro 2011

  Por vezes, esquecemos do quanto precisamos deles. Esquecemos o quanto nos faz sentir bem estar apaixonadas, receber um beijo entre palavras, um abraço de surpresa. Esquecemos tudo isto, porque quando nos desiludimos, a dor causada, é inúmeras vezes pior. 
  Normalmente, quando acaba, isolamos-nos  e deixamos de pensar no quão bom foi estar a seu lado. Queremos saber o motivo da sua partida, e com o passar do tempo, não havendo de todo uma desculpa aceitável, fingimos ter passado à frente, fingimos só nos lembrar dos bons momentos, e sorrimos em vez deixar uma lágrima. 
  Compreender-nos, não passa apenas de ouvir e concordar com o que desabafamos. É muito mais que isso, e talvez por essa razão, nunca chegam a entender o que realmente pensamos. 
  Sempre que quisermos falar de algo de uma maneira mais indirecta, podemos esquecer. Porque só quando colocarmos sobre a mesa aquilo que queremos verdadeiramente falar, é que nos vão compreender. Ou seja, ser cem por cento clara, para que nunca percamos a paciência. 
  E ainda, não vale a pena tentar ver as entrelinhas nas suas mensagens ou, tentar procurar um segundo significado nas suas frases. Eles optam sempre pelo mais simples. 
  Se fosse por isto que nos chamassem de complicadas, até podíamos considera-lo um elogio, não?

25 agosto 2011

  Avança mais um passo. Vem ter comigo. Só hoje . Como se nunca tivesse havido uma oportunidade assim. Conta-me o que se passa contigo. Diz-me o que pensas sobre nós.
  Não deixes que o mundo lá fora te distraia. Não deixes que os outros façam as tuas escolhas. Olha-me nos olhos, e diz-me o que sentes.
  Deixa-me poder perder a noção das horas, do tempo que faz à nossa volta. Deixa-me perder  nos traços do teu rosto, tocar nos teus cabelos escuros e suaves, ou simplesmente admirar-te sem que digas qualquer palavra.
  Alguma vez pensaste em mim? Não digas que não, pois eu não irei acreditar. Sê honesto comigo, não te peço mais. Só hoje .

  Eu seria capaz de te dizer isto se me deixasses; se desses oportunidade aos teus olhos falarem. Mas tu simplesmente ignoras cada gesto, e sais da situação como se nunca te tivesses apercebido que entraste nela.
  Eu tentei, e tu não deixaste. Era só hoje .
  Agora lembra-te: nunca me peças para falar sobre aquilo que um dia eu tanto te quis contar. Pois nesse dia, já será tarde de mais.

03 março 2011

Devia ser possível conseguir evitar-te quando quero, fugir ao teu olhar quando quero, conseguir resistir-te quando mais quero. Devia ser possível amar-te às escondidas, falar-te sem corar, cumprimentar-te sem sorrir.
É impossível não gostar de ti, não resistir ao teu sorriso, e não sentir saudades!


14 fevereiro 2011

Dia dos namorados (?)
Não é que eu odeie o dia, mas sinceramente, também não o amo.
Sei que nunca teria hipóteses de te ter comigo, mas também não o tento. Passa despercebido, mas a vontade para o fazer é enorme, falta-me apenas coragem.
Da única coisa que tenho completa certeza, é que mais tarde vou arrepender-me disto.


05 fevereiro 2011

Tu querias, tu deixaste-te levar!
Sabias como iríamos acabar, mas eu, não queria pensar nisso tão cedo. A verdade, é que não demorou nada, e o vento levou tudo com ele. Já não existia nada que te prendesse a mim.
Houve uma oportunidade. Uma oportunidade de juntar o impossível.
Os rumos mudaram, e apesar de ter vontade de desviar o meu caminho, continuo aqui, firme, retribuindo sorrisos e tentando não lembrar-me daquilo que foste.
Contigo era diferente. Quando deixar de me preocupar, não tenhas dúvidas, que me esqueci do que me deste durante meses.

07 agosto 2010

por ti, este será o último

não me arrependo do que fiz, nem do esforço enorme que tive para te deixar com um sorriso na cara por minutos. por vezes, nem davas qualquer valor ao sacrifício que fazia, e isso, não deixava de se notar ao longe, eu gostava de ti, ou pelo menos era isso que eu achava, e à medida que os dias passavam, o tempo que queria abdicar de ti, diminuía significativamente. deixaste de mostrar interesse, e eu deixei de ter coragem para te pedir qualquer coisa que fosse. deixaste de me perceber, e mais tarde a confiança falhou. eu só queria tirar dúvidas, mas tu não tinhas intenção de ficar por perto, e agora que tudo acabou, só me arrependo de não ter dado tudo nos poucos momentos que tivemos.
obrigada às pessoas que mesmo assim me tentaram avisar, por me apoiarem mesmo depois do erro feito. obrigada.