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11 outubro 2015

  O meu ponto fraco é a distância, não há volta a dar. Uma semana para mim parece um mês, e ainda que ele esteja mesmo ali, isso não acalma o meu coração. Chego tarde e cansada depois de um dia na faculdade, sem tempo para fazer absolutamente mais nada e só me passa pela mente sair de casa, e ir ter ao prédio dele, pedir um beijo, um abraço, pedir... sei lá, nos meus sonhos já moramos juntos. Podemos morar na vida real também? 
  A nossa rotina colide, não temos tempo livre juntos, o que me deixa de rastos a meio da semana. Na verdade, na segunda-feira já tenho saudades tuas, mas aguento facilmente até me lembrares que falta metade da semana para te voltar a ver. Então aí deito-me sobre a cama e esqueço que tenho meio mundo para estudar e qualquer coisa parece melhor do que pensar na distância que me separa de ti.
  Hoje é domingo, e eu já tenho saudades.

23 maio 2015

  Confesso que é difícil falar das minhas inseguranças, e não sei porquê, mas quando se trata de ti complica trezentas vezes mais, sem qualquer exagero. Sonhei há alguns dias atrás uma cena tirada de um filme, ou melhor, digna de novela. A minha mãe sempre me disse que tenho um jeito inacreditável para imaginar tudo aquilo quase impossível de acontecer. Escusado será dizer que para mim tudo faz sentido. Ver-te com outra pessoa, de todas as maneiras possíveis e imaginárias. 
  É por isso que não gosto das minhas longas viagens de autocarro. Tenho tempo mais que suficiente para as minhas inseguranças subirem do patamar absurdo em que já se encontram. Acabo por ficar de tal forma perturbada que me isolo nos meus dias longe de casa, longe de ti. E sabes o que me mata? Esperar a semana toda sozinha, com os meus medos, para te ver algumas horas no fim de semana. O tempo nunca é suficiente perto de ti. Hoje é sábado, e eu tenho saudades tuas.

06 março 2015

 Apaixonei-me por ti sem nunca ter pensado que amar seria assim.
 Comecei a habituar-me ao nosso amor, sabes? Fez sentir melhor comigo mesma. Sentir-me amada e querida por alguém aumentou a minha confiança. O facto de ter de agradar a alguém, sem nunca saber como, e ter conseguido contigo foi o melhor que podia ter acontecido.
 A melhor sensação foi perceber que querias que tudo resultasse tanto quanto eu. Compreendi que não remava sozinha, que estavas do meu lado, que tudo era nosso.
 Eu quero-te de todas as formas e feitios, e quando eu quero, eu quero a sério!

31 janeiro 2015

 Impressionante o poder das palavras... Como é possível que meia dúzia delas te consigam destruir completamente? 

07 janeiro 2015

  Às vezes sinto-me desamparada, sozinha. E não é à toa que o digo. No meio de toda a multidão é como se nada existisse. Tem dias que todos os rostos me inundam a mente, transborda, sufoca, nunca te encontro. Noutros, sinto que estás apenas tu, mas de uma forma que nunca te consigo alcançar. 

Eu nunca soube lidar com a distância...

20 dezembro 2014

Em 2014, comecei o ano longe dele; repeti o último ano do secundário; fiz novas amizades com pessoas da minha escola; aguentei o sofrimento de ter de ver os meus amigos trajados; ouvi todas as conversas sobre a faculdade sem lá estar; chorei; perdi o contacto com muitos dos meus amigos de infância; não dormi de tão nervosa devido aos exames finais; consegui nota suficiente no exame; passei as férias de verão mais longas; encontrei-me com alguns amigos mais antigos; namorei muito; passei uma semana fora com a família; fui feliz; entrei na faculdade; assisti aos jogos de futsal do meu namorado; fiz amizades que quero levar para a vida; dormi vários dias fora de casa; perdi um amigo; habituei-me a uma nova rotina; tive uma reação alérgica; amei e fui amada; fiz um teatro de curso para a escola inteira; senti saudades; parti uma costela; passei algum tempo no hospital; discuti com a minha mãe; esqueci-me de alguns aniversários; ignorei pela primeira vez quem sempre me ignorou; beijei intensamente; quase adormeci numa aula; tive a minha primeira latada; chorei de tanto rir; perdi noção do tempo com ele; estabeleci novas prioridades; senti-me esgotada física e psicologicamente; recebi o diploma de valor; nunca me perdi; apaixonei-me todos os dias pela mesma pessoa; continuei a ser eu mesma mesmo depois de tudo. 

10 dezembro 2014

Insegura, meu nome do meio. Como me suporto sendo assim, com a agravante de ser pessimista por todos os motivos do mundo e imaginários? Como me suportam? Como é que me suportas amor? Até tenho medo de pensar no limite que os outros possam estabelecer comigo. Gostava de ser como tu...

07 dezembro 2014

 E se voltasse atrás? Absurdo imaginar uma coisa que não é de todo possível, mas perco-me só de pensar se algum dia eu tivesse feito algo diferente... 
 Então eu penso, e se naquela noite eu não tivesse entrado no mesmo café que tu? E se eu tivesse recuado, como sempre faço, quando insististe em me manter por perto? E se no meio de tanta rapariga, qualquer outra senão eu, aparecesse primeiro na tua vida com o mesmo impacto que eu apareci na tua? 
 Apenas pergunto, e se tivesse sido diferente?

16 novembro 2014

 Nunca me tinha sentido assim. O meu coração palpitava desde madrugada, quando nenhum sinal teu teimava em não aparecer. Atendi a chamada de um número que não conhecia e eras tu. Num primeiro momento sorri, suspirei de alívio e pensei que mais uma vez estava a preocupar-me sem razão. Mas estava errada. Pela primeira vez, todos os maus pensamentos que me passavam pela mente estavam a tornar-se reais. A tua voz tremia, choravas compulsivamente. Deste lado, simplesmente paralisei. Digamos que fui metade bem sucedida: aguentei todo o tempo que te ouvi, no final, desabei. 
 Sou demasiado fraca no que toca sequer ao ouvir o teu nome. 

11 setembro 2014

  Por muitos minutos do meu dia que tenha dedicado à minha próxima preocupação, nunca imaginei exatamente como seria. Tudo o que achei que pudesse vir a acontecer, naquele dia foi uma falhanço total, caiu tudo ao lado. 
  O espaço era novo para mim, o parque de estacionamento, o nome da escola, as pessoas, a vila. A verdade é que estava a mudar-me para um lugar distante daquele onde sempre estive.
  Nenhum rosto era conhecido. Por mais que tentasse não iria encontrar ninguém familiar, além da minha mãe, claro, que fez questão de me acompanhar e de me apoiar, como sempre faz, sem que seja  preciso eu pedir. 
  O facto de ter atrasado um ano a entrada para a faculdade fez-me crescer muito. Sinto que tenho outras prioridades, e só por isso já fez este meu ano valer a pena. Ainda assim, estar ali sozinha assustou-me. As pernas tremiam, a voz falhava e os meus olhos embaciavam-se com uma facilidade tremenda, não dava para controlar. Na minha mente, nos primeiros passos dados dentro da faculdade eu pensava, "nenhum dos meus objetivos vai fazer sentido se não tenho o apoio incondicional dele". 
  Estou a mentalizar-me que agora eu sou só eu e ele é só ele, em sítios diferentes. Mas que no final do dia, sempre que o vir, sempre que voltar para os seus braços, seremos nós de novo... .

02 setembro 2014

  Vi a faculdade ser adiada por um ano. Dá para acreditar que já passou? Custou muito é certo, tudo o que vi e chorei foi por ver os meus amigos do secundário no lugar em que eu também deveria estar. Confesso que foi a parte pior. Apercebi-me de coisas a que provavelmente teria fechado os olhos se tivesse ido embora, e isso não seria bom para mim. Sempre ouvi dizer que os verdadeiros amigos servem para tudo, mas nunca para dizer adeus. E eu ouvi muitos este ano. 
  Tudo o resto foi bom. Passei um ano lectivo ao lado do meu namorado. Pensando que com um ano de namoro já assistimos a muita coisa, então este segundo foi simplesmente diferente, no bom sentido. Estar na mesma turma, partilhar a mesma mesa, ter o mesmo tempo livre, ajudar um ao outro com os estudos fez-nos crescer muito. Eu senti muito isso em nós.
  Este próximo ano assusta-me por isso mesmo, ficámos ainda mais próximos, e agora de repente teremos de reformular tudo aquilo ao que nos habituámos. Sei que vamos conseguir, mas no que toca a ti, o coração treme só de imaginar que não terá qualquer controlo naquilo que aí vem. 
  Tenho medo. 

25 julho 2014

  'Saudades' dizia o ecrã do meu telemóvel. Olhei o remetente e sorri. Não o fiz por seres tu, mas por já nem me lembrar mais de ti. Foi um processo longo e precisei de errar muitas vezes para aprender a lidar contigo sem me relacionar diretamente. 
  Queria que tivesse sido mais fácil. Magoei-me e magoei a única pessoa que me ama. Ele alertou-me vezes sem conta. Não me queria ver sofrer e lutar por alguém que não merecia nada de mim. Mas eu teimava em que ficasses, cheguei mesmo a não ter argumentos para explicar o porquê. Apenas que ficasses... 
  Houve momentos em que as correntes eram contrárias. Mas nem isso eu via. Lutava para que a amizade permanecesse e tu afastavas-te. Uma ação que acontecia quase em simultâneo e que baralhava todo o meu sistema, mas era óbvio para ele, e eu recusei a sua ajuda.
  No entanto, sempre ficou do meu lado, apoio-me nas minhas escolhas e disse que eu devia lutar se fosse isso que o meu coração dizia, e no momento seguinte chamava-me à razão para que eu abrisse os olhos e eu não quis. Provavelmente alguns dias mais tarde eu estaria triste e magoada. Ele perguntava-me se me encontrava bem e os meus olhos molhados mentiam, 'estou amor'. Abraçou-me só.  
  Sei que nunca irás ler uma só palavra deste texto. Mas se lesses, o meu desejo é que abras tu agora os olhos, e penses que mais ninguém merece o que me fizeste a mim. Quantas vezes mesmo é que foste embora e eu estúpida disse para ficares? Quantas vezes voltaste e eu estava aqui pronta para ser o teu porto de abrigo? As lágrimas caiem-me pelo rosto só de pensar o quão parva fui por te querer ter por perto. 
  Não me magoes. Nunca tomes a amizade por garantida. Não penses que podes ir embora e simplesmente voltar sem explicação. Não te lembres de mim.  Não voltes sequer.

02 abril 2014

  Comecei a sentir a pressão de ter de me habituar à ideia há cerca de dois meses atrás. Eu acho que não valeu de nada, já quase passaram os sessenta dias e sinceramente, o que mudou em mim?
  É verdade, faltam dois dias completos e mais algumas horas, que comparado com os meses que ainda ontem tinha não é absolutamente nada. Penso que devia ter-me mentalizado de uma maneira diferente enquanto tive tempo, agora, com um intervalo curtíssimo, vejo-me na obrigação de aceitar sem poder reclamar.
  Admito, começo a ficar um pouco assustada há medida que os dias passam. O que farei eu enquanto te divertes fora do país? O que farei eu contigo fora do país? É que a somar ao facto de não te ter por perto vem a insegurança absurda, os ciúmes e o poder de imaginação bastante avançada que eu adquiro sempre que este tipo de situações. 
  Eu aguento, vais ver.

02 março 2014

  Não imagino de outra maneira. Por mais voltas que dê, por mais defeitos que possa encontrar, continuas a ser tudo o que quero. 
  Quando amamos de verdade não nos apegamos somente ao que nos agrada. Gostamos daquela sua mania, dos seus tiques, do mau humor matinal, das birras, dos ciúmes. Gostamos do seu sorriso, do brilho dos seus olhos, da maneira como fala e nos trata, da preocupação que demonstra e da importância que nos dá. Os defeitos, por mais que possam ser complexos para ele, acabam por ser mais um razão que nos leva a amá-lo ainda mais.
  Se me perguntasses porque é que eu gosto tanto de ti, diria que o facto de já termos ultrapassado por todas  as nossas crises que me fez ser uma pessoa segura daquilo que sinto. Que por nunca termos desistido um do outro fez com que a nossa relação seja algo mais forte. 
  Amo-te por saber que estaremos lá um para o outro, independentemente do dia do ano, do tempo que faz lá fora, do que os outros falam e do lugar em que nos encontrarmos. Porque o amor é isso mesmo. E o meu amor és tu!

07 fevereiro 2014

  Adormeci com lágrimas nos olhos. O meu coração, apesar de mais calmo, continua a doer. Custa respirar e cada vez que fecho os olhos ouço as tuas palavras gritarem-me aos ouvidos. Eu mereço:  errei e magoei-te. Desnecessariamente, mas errei. Não posso voltar atrás, assim como não posso fazer com que dês importância às minhas palavras, que no meio de tanta confusão acabam por não valer absolutamente nada.
  Tremi de tão nervosa. Chorei de tão irritada. Eu encontrava-me triste, triste como nunca me encontrara antes desde que estavas do meu lado.

23 novembro 2013

 É difícil. Não consigo lembrar-me claramente de como eu era antes de entrares na minha vida.
 Achamos as coisas tão simples que deixamos tudo seguir um caminho que não queremos na verdade controlar. Deixamos que faça as escolhas por nós, sem quem coloquemos grandes expectativas, sem que pensemos nas desilusões...
 Um dia, aquilo que imaginava antes de adormecer, realizou-se. Não de forma repentina, mas aos poucos fui percebendo que não era um rapaz qualquer que me fazia companhia e me ajudava com tudo o que precisasse, sem pedir absolutamente nada em troca. Um sorriso contava-lhe muito de mim, e eu pensei no quão fácil foi passar-lhe a maneira de como o meu eu complicado se comportaria. Aprendeu mais coisas com o passar do tempo, assim como eu.
 E do nada, sem que controlasse a tua chegada, sem que especulasse o que seria o nosso futuro, sem que tivesse medo que um dia fosses embora, tu ficaste, do meu lado, até agora!
 Se me lembro dos meus dias antes de entrares na minha vida? Como poderia eu lembrar-me se tornaste os últimos quinhentos e noventa e sete dias, os melhor da minha vida?

18 outubro 2013

 Passaram duas semanas e confesso que esperava outro final. Acho que em alguma parte de mim, ainda existia uma pequena esperança, a que me movera inutilmente em direção a ti, que de certa forma, já nem estavas lá.
 A minha voz tremia quando proferi as minhas últimas palavras para ti. Arrependo-me de ter mostrado exatamente como me senti, não merecias ver-me verdadeiramente, mas não dava para fingir e muito menos esconder. Agradeço-me ainda assim, por não ter chorado e por ter tido a coragem de te olhar nos olhos e conseguir interpretar aquilo que poderia vir a ser a resposta nunca dita em voz alta. Eu preferia ouvir-te.
 Gostava que hoje tivesse a certeza que aquele ponto final nunca mais vira vírgula. Queria ter a certeza que aquele sentimento de desconhecidos não voltava a ter outro significado, qualquer que fosse ele. Queria ter a certeza de que me odeio por não te odiar. Mas não tenho essa certeza.

28 agosto 2013

 A distância faz-nos ser inseguros. Com o tempo é graças a ela que perdemos tudo o que estava preso por um único fio. É esse frágil fio que aguentamos inutilmente despedaçados. 
 Eu perco noção das vezes que engulo o orgulho para que algumas palavras surjam da parte dele... Penso que não chegara realmente a entender a sua importância. Sinto-me estúpida a maior parte das vezes, talvez por me expor demasiado a alguém que fechou as portas para mim. Destruo aquilo a que chamamos o nosso  suporte, aquele muro imaginável que me torna forte perante as pessoas que movem parte de nós para lugares que não desejamos. 
 Sempre me preocupei com o que ele pensara sobre a nossa amizade. Sempre tentei recuperar aquilo que, de certa forma, ele esquecera. E eu esquecera-me de mim! Esquecera-me de me perguntar o que realmente importava para mim, e essa é a pergunta mais importante! No entanto, tinha sido tão desvalorizada que custava só de pensar como tal pudera acontecer. Por vezes, temos de cruzar os dedos e deixar que as coisas aconteçam sem como's nem porquê's.

16 agosto 2013

 Mais ninguém além de mim, sabe o quão dificil é deixa-lo ir. Passar dias inteiros sem o ver, sentir a saudade a bater bem forte no final do dia, à noite, na minha cama, sem ele do meu lado.
 Dedicar-se por completo a alguém todos os dias, e ver o nosso coração apertado por saber que essa distância exige mais de nós. É ficar rabugenta e responder da pior maneira, é dar o devido espaço e deixa-lo divertir com os amigos, é esperar pelo melhor momento.
 Amor não tem pausas. Amor somos nós, aqui e no Japão, hoje e daqui a mil anos. 
 Amor é não conseguir adormecer devido à sua ausência, pegar num pequeno papel e escrever o que mais ninguém além de mim sente.

09 julho 2013

 Dedicamos-nos intensamente a alguém, e esse alguém, sem motivo ou razão despedaça por completo o nosso coração. Dentro do mal, começamos a achar que é com este amor não correspondido que aprendemos as nossas primeiras lições: não acreditar em tudo o que um rapaz diz, não se deixar iludir quando ele diz que nós somos diferentes, não se deixar levar por um amo-te, saber que quando se começa a afastar é porque perdeu o interesse e aí devemos afastarmos-nos também, etc, etc. Ficamos tão perdidas no meio da dor que achamos que irá ser sempre assim.
 Aí aparece alguém na nossa vida, meio que aos trambolhões, e recebemos milhões de perguntas vindas de sei lá onde, nervosas respondemos, não, nem penses que me vou apaixonar.  E falando como se parecesse fácil, fingimos desviar todos os sentimentos, mas sabemos melhor que ninguém que se torna dificil ignorar tanta coisa que nos agrada. Passam uns meros dias, algumas semanas, talvez uns meses, e já não restam dúvidas.