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01 janeiro 2013

É o primeiro dia do ano. Vim aqui só para vos desejar um Bom Ano 2013!
É-me dificil imaginar sem este meu cantinho, já lá vão dois anos e alguns meses com vocês, e apesar de já me ter passado pela cabeça deixar o blog, arrependo-me sempre e acabo por dar o nome de tempo para organizar ideias, e a verdade é que quando volto sei exatamente o que quero para mim. 
Espero que tenham tudo aquilo que pediram e desejaram, porque eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida!


06 abril 2012

  E ele lá estava, a escassos metros do lugar combinado, tal como eu imaginara. Dirigia-me lentamente para junto dele, e sem grande surpresa, deixara de sentir os meus passos, sentia as pernas a atropelarem-se uma à outra, e o meu coração, esse já nem impunha qualquer ordem. Deixara-me ele também ali desnorteada. 
  Sorriu-me assim que me viu, e eu acho que fiz o mesmo. Aquela distância que nos separava parecia uma eternidade. Não sabia quantas mais vezes teria de fechar os olhos para evitar ver aquele sorriso que me deixava mais nervosa a cada passo dado, mas assim que me abraçou, fechei definitivamente os meus olhos, tendo desta vez motivo para isso. Acho que o meu coração acalmou aí também, pelo menos já sentia as minhas pernas tremerem, e isso devia ser um bom sinal do fim da minha paralisação junto dele. 
  Ele continuava firme, mesmo à minha frente. Eu mantinha a minha timidez. Éramos o oposto!
  As suas mãos envolviam o meu corpo e sem darmos por isso, apenas alguns centímetros nos separavam. No entanto, estes tendiam a diminuir e, confesso que nesse altura perdi a noção de onde me encontrava, que dia era,  se o que estava prestes a acontecer estava certo ou errado. Sorri-lhe timidamente, baixei o olhar, e num instante completamente desconhecido, beija-me! E afinal, tu eras a única coisa certa naquele momento! 


04 março 2012

  E ele que parasse ali em frente a mim... Respirara fundo três vezes de maneira a que o meu coração desacelerasse a velocidade tremenda a que ia. Sabia que não era a solução, mas eu tentava, tentava toda a vez que aqueles olhos falavam com os meus. E que conversas tinham... . Por vezes cansavam-se. As pálpebras desciam lentamente e por meros segundos recuperavam a energia necessária para retomarem aquelas silenciosas palavras. Eu não conseguia fugir por muito tempo, pois, sem qualquer sucesso, eu caía nos seus braços, fortes e protetores, que me mantinham firme de qualquer coisa que me tentasse derrubar.


Sim, eu sei, tenho andado super ausente, mas esta vida de estudante não tem facilitado nada. Apesar de não ter publicado nada nestas últimas semanas, tenho vindo na mesma atualizar-me dos vossos cantinhos. 
Vou ter três testes para a semana e sinceramente, começo a ver a vida a andar-me para trás. E vocês? Tenham uma boa semana!

11 dezembro 2011

- 'Se você pudesse pedir um desejo agora, qual seria?'
- 'Beijar alguém na chuva! E o seu?'
- 'Que chova agora!'

28 agosto 2011

  Ali estavas tu, sentado no banco de jardim onde ambos tínhamos combinado. Eu encontrava-me a escassos metros, parada, simplesmente a observar-te sem que desses por isso. Poderia ficar ali horas, a admirar cada traço do teu rosto que não me iria cansar, mas decidi avançar. Sorri-te, e tu retribuíste com o melhor sorriso que alguma vez tinha visto em toda a minha vida; não quis imaginar sequer, a cara que provavelmente teria feito naquele momento, sei apenas que algo me iluminara a alma, o coração, e eu não podia estar mais feliz por isso. 
  Enchi-me de coragem, e abracei-te. Envolveste-te os teus braços no meu corpo e beijaste-me a testa. Sentia-me segura ao teu lado.
(...)
  Estávamos ali sentados, olhando nos olhos um do outro, com as minhas pernas sobre as tuas.
  Por vezes, distraía-me com o brilho dos teus olhos, deixava de ouvir as tuas palavras, e tu notavas a minha ausência. 
  O tempo voava, mas nós permanecíamos. Beijavas-me os lábios levemente, e esperavas que dissesse algo. Eu apenas sorria, e retribuía de seguida, não deixando tempo sequer para poderes dizer qualquer palavra.


consigo imaginar-nos nesta história, e tu meu amor?

03 julho 2011

  Mais um dia de verão, onde os primeiros feixes de raios de sol preenchiam aos poucos aquela manhã. Pela primeira vez, estávamos a passar as nossas férias juntos, e eram os nossos últimos dias.
  Havia roupa espalhada pela cozinha, havia pratos espalhados pelos quartos, havia colchões por todo o lado. Todos dos dias alguém dormia num sítio diferente, todos os dias alguém ficava na cama até mais tarde, todos os dias alguém saltava as refeições, não havia regras, não havia problemas e preocupações, não havia nada que nos impedisse.
  Havia tempo mais que suficiente para conhecermos o lado que nunca tínhamos visto de alguns. Havia brincadeiras, havia sorrisos, havia inocência.

Quem é que nunca sonhou ter umas férias com os amigos, numa casa só nossa? 
 


(ando sem grande imaginação, desculpem, mas enfim, não deixa de ser um objectivo que um dia possa  vir a cumprir)

14 abril 2011

Lá estás ela, a olha-lo de soslaio, como se mais ninguém conseguisse entender. Devem ser dos poucos momentos que os olhos dela brilham e, que deixa escapar um dos seus sorrisos discretos; que ilusão. 
Ao fundo, encontrava-se ele, no seu local do costume, seguindo atentamente a conversa que o envolvia, retribuindo com o seu melhor sorriso...É realmente bonito!
(...)
- Sei que é difícil, mas talvez fosse melhor começares a interiorizar que a vida é feita destas coisas.
- Odeio essas coisas.
- Inês, eu também odeio saber que os únicos momentos em que tu te sentes bem sejam os únicos segundos do dia em que o vês. Não percebes que isso te está a fazer mal?
- Falas como se isso fosse a coisa mais fácil de mudar, e além disso, tu sabes que me fazes bem.
- Sei que não andas bem.. Já pensaste que quando ele for embora, tu ...
- Tinhas mesmo que estragar o momento?


07 novembro 2010

Olho-te nos olhos e espero uma resposta. O tempo passa devagar, deixando-me impaciente; os meus olhos tornam-se meus inimigos, e os teus lábios tornam-se o fundo principal. Desconcentro-me, o sossego desaparece.
Mais uma vez, parece que vou deixar as tuas palavras para trás. Sinto-me culpada, mas algo mais forte anseia por ti, algo mais que o meu querer, o meu desejar, é o meu coração que manda.
Agarras a minha mão, na esperança que fique mais calma, confusa, peço-te que me digas a verdade, apenas essa, por quem eu tanto espero. Abraças-me sem dizeres uma única palavra, e eu, tento acompanhar todos esses sentimentos, que sem eu querer, correm mais rápido que a minha linha de pensamento.
Na verdade, sempre que te peço que tirares as minhas duvidas, tu fazes completamente o contrário, complicas as que já existiam, e deixas-me sozinha, no vazio das tuas palavras.

17 agosto 2010

diz-me que não sonhei

Estava uma brisa gelada, e todos eles nos rochedos do mar, a gozarem aquele fim de tarde fria. Sentei-me junto das toalhas e fiquei a observa-los a aproximarem-se lentamente ao areal. Ao longe, viam-se os sorrisos intensos de brincadeira pura.
Os minutos passavam, e eu, podia então desfrutar do pôr de sol, já contigo perto.
Estavas deitado, a tentar não tremer, e foi nesses instantes que decidi deitar-me junto a ti, abraçar-te e consolar-te um pouco. Sorriste-me.
Já sozinhos, pediste-me para ficar ali contigo. E eu, sem pensar em mais nada, abracei-te dando-te um 'sim' como resposta.
O vento tinha acalmado, mas continuavas próximo de mim. Conseguíamos ouvir melhor que nunca as ondas do mar a arrebentarem na areia, trazendo e levando as algas e as conchas.
"Este, foi para mim, o melhor verão até agora!", sussurrei-te ao ouvido. Suspiraste, e disseste-me "a partir de agora, este, foi o melhor para mim também", e beijaste-me, ao anoitecer, pela primeira vez.
Agora, vem junto a mim, e diz-me que não sonhei.