24 setembro 2011

  Decidi voltar a escrever sobre ti. A última vez, foi este desabafo que aqui ficou registado.

  Durante as férias, tentei interiorizar o que tinha perdido. Imaginei como seriam os novos dias, os novos intervalos, as novas aulas. Imaginei de várias maneiras, coloquei em causa todas as hipóteses, menos a realidade. Sabia que tudo ia mudar, só não sabia que isso me iria afectar tanto. Achava que os três meses, tinham sido o suficiente para tomar consciência do meu novo suposto dia-a-dia. Mas ao contrário disso, as saudades aumentavam, e a minha mente já não queria saber de formas de lidar contigo para nada.
  E agora, aqui estou eu, a tentar ultrapassar uma má fase. Tentei dar tolerância às minhas lágrimas, cada vez que me perguntaram o número (pois agora fiquei com o teu e custa-me só de escreve-lo), cada vez que fizeram comentários que o meu colega de carteira agora já não eras tu (como se eu não me lembrasse disso, a casa segundo que passasse), e ainda, quando se dirigiam a mim, dizendo que eu era mais divertida quando estavas ao teu lado. E a verdade é essa, neste preciso momento, isolei-me, deixando todas as outras coisas para trás. Ainda só passou uma semana, e isto ainda é só o início. Além destas pequenas coisas, custa ter de voltar a pegar nos livros do nosso ano, e em vez de rever a matéria, perco-me em todas as palavras que lá deixaste marcadas.
  Deixei de querer saber que me encontrava bem, e comecei a perder-me só para observar-te ao longe. O teu sorriso, ainda vivo na minha memória, vai aos poucos recordando as mais ínfimas coisas, que ao longo do ano passámos.
  Nós não estamos bem. A distância provoca-nos, e os olhares matam-me por dentro. E tu, inconscientemente, acabas por dizer as pequenas coisas que agora não são resolvidas sempre que olhamos um no outro. Se são verdades, custam aceitar. 
  Como é que eu digo a alguém que estou cansada de sentir a sua falta, tendo noção que com ele não se passa o mesmo? Isto é só o início, e eu já fui abaixo.
 


17 comentários:

  1. oow querida...
    Vai ter com ele, diz-lhe o que sentes, não exites!

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  2. obrigada inês! e muita força, sim? :')

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  3. muita força querida, sei que já to disse, mas sabes que tens em ti uma força que nem tu conheces. vai a luta (l)

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  4. muito obrigada, a sério, vidro-me tanto no teu blog :o

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  5. Força, vais ver que o tempo vai acalmar o teu coração e essas saudades*

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  6. Porém, se achares que vale a pena lutar, não deixes o tempo passar, não deixes que ele apague as hipóteses de seres feliz. Luta, tenho a certeza que não foste tão abaixo quanto pensas, e que ainda te resta muita força para te levantares, só tens que a descobrir dentro de ti. E eu sei que ela existe, e que te vai ajudar a ir à luta.

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  7. achas que vale a pena lutar? então ergue a cabeça e corre atrás, por vezes somos compensadas por deixar o orgulho para trás*

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  8. Eu percebo, por vezes enfrentarmos-nos a nós próprios é o desafio mais complicado pelo qual temos que passar, ainda para mais quando somos reféns dos nossos próprios medos. Mas faz uma coisa por ti própria, não desistas do que queres realmente. Quem sabe se a vida não te reserva uma surpresa? Muita coragem, querida. Hás-de encontrar essa força que procuras. Aliás, acho que já encontraste, apenas ainda não te apercebeste disso. Tudo vai ficar bem :)

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  9. ai inês, vieram-me as lágrimas aos olhos, como se eu estivesse a sentir o que tu sentes! quem me dera poder-te ajudar, dava o mundo por isso*

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  10. eu vou sempre tentar perceber o teu lado, e sempre que puder vou tentar ajudar, tenho pena que neste caso não saiba como o fazer :( nota-se que não estás bem, e na tua (MARAVILHOSA) escrita transmites isso muito bem

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  11. muito obrigada.
    é verdade que a saudade é sempre o que nos doi mais :x força

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  12. inês, tenho a certeza que ele também sente a tua falta!

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'o que custa não são as opiniões negativas, o que custa é ninguém dizer nada'