22 outubro 2011

  Os tons claros do céu mostravam o vazio das nuvens, e a beleza dos raios de sol que as trespassavam. A praia com pouco afluência àquela hora, apenas dava casa aos grupos de amigos que por ali ficavam de um dia para o outro, como era costume no final do verão. Eu e eles, éramos apenas mais uns que cumpriam com a (quase) tradição. 
  Adorava as noites de festa, as manhãs de brincadeiras, os fins de tarde só nossos. 
  A cumplicidade conquistada aos poucos, começava a notar-se nos olhares e sorrisos, tu deixaras a tua hesitação de parte ao te aproximares de mim, eu deixara de desviar o olhar sempre que os teus olhos se centrassem nos meus. Apesar do nervoso miudinho, do medo constante do ridículo, íamos aos poucos controlando os nossos actos, íamos aos poucos aprendendo os nossos limites. 
  A amizade de anos até ali assegurada, estava a tornar-se estranha aos nossos olhos; o interesse mútuo assustava-nos, mas não isso que nos impedia de nada. 



  - Não gosto quando me olhas assim, deixas-me nervosa!
  - Eu também não gosto. É necessário controlar-me demasiado para não cometer uma loucura!

9 comentários:

  1. Nada nos impede de fazer algo, por vezes cometemos erros, mas se não tentarmos não sabemos se é um erro ou não !

    ResponderEliminar
  2. Nada nos impede de fazer algo, por vezes cometemos erros, mas se não tentarmos não sabemos se é um erro ou não !

    ResponderEliminar
  3. Podes sempre tentar, mesmo que seja um erro. Como dizes, tens quase a certeza de que é um erro. Sim pode ser. Mas se gostas dele porque não tentar ?

    ResponderEliminar

'o que custa não são as opiniões negativas, o que custa é ninguém dizer nada'